Submissões
O cadastro no sistema e posterior acesso, por meio de login e senha, são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso. Acesso em uma conta existente ou Registrar uma nova conta.

Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • Durante a submissão, o trabalho não pode ter sido publicado em nenhuma revista ou livro científico
  • Se o trabalho já foi realizado, ou se é um projeto de intervenção, o manuscrito já deve ter sido depositado no repositório de preprints medRxiv ou SciELO Preprints
  • Se for um projeto de pesquisa, deve ter sido depositado num dos repositórios de preprints (ver acima) ou então registrado no PROSPERO, ReBEC ou OSF Registries, como apropriado
  • O modelo de documento eletrônico (em ODT ou em DOCX) deve ter sido preenchido e estar pronto para envio
  • Quem faz a submissão deve ter em mãos o nome completo, endereço de e-mail e nome da instituição de cada autor; preferencialmente também currículo Lattes

Diretrizes para Autores

A submissão de trabalhos já vai abrir! O prazo para submissão dos trabalhos é a meia-noite do dia 02 de outubro de 2022, dois meses antes do início do III Congresso Capixaba de Medicina de Família e Comunidade. Consulte a página do evento para conhecer a programação científica e fazer sua inscrição.

É importante ler estas diretrizes do começo ao fim, para evitar erros e rejeição da submissão. A submissão de trabalhos ao Congresso envolve o preenchimento de um modelo de documento eletrônico (em ODT ou em DOCX) e o preenchimento de um formulário de submissão, mas antes ainda é necessário ter escrito o trabalho. 

De uma forma geral, os trabalhos deverão seguir:

Os trabalhos submetidos ao Congresso serão avaliados pela comissão científica quanto ao atendimento às condições para submissão. Nesta edição do Congresso, vamos buscar aceitar todos os trabalhos que atendam a essas condições, a não ser em casos excepcionais. O agendamento das apresentações vai depender de o apresentador estar inscrito no evento. Assim como nas edições anteriores, todas as apresentações seguirão o formato de comunicação oral coordenada. (Não haverá pôster.) A emissão do certificado, e a publicação nos Anais do Congresso Capixaba de Medicina de Família e Comunidade, vai depender de o trabalho ter sido efetivamente apresentado.

Nesta edição do Congresso estamos ampliando os tipos de trabalhos aceitos. Continuamos aceitando pesquisas empíricas quantitativas e/ou qualitativas, revisões sistemáticas, relatórios de melhoria de qualidade (relatos de experiência) e relatos de caso clínico. Além disso, estamos aceitando projetos de pesquisa (qualquer tipo de pesquisa) e projetos de melhoria de qualidade (projetos de intervenção). Se você tiver um trabalho e não sabe se ele se encaixa, entre em contato!

O que é preprint?

Como informado pelo repositório SciELO Preprints, “preprints são manuscritos não avaliados por um periódico científico ou já avaliados mas em processo de publicação.” Em outras palavras, os autores escrevem um trabalho seguindo padrões esperados por revistas científicas, mas já compartilham com toda a comunidade científica antes de a revista revisar e publicar o trabalho.

A primeira plataforma de preprint foi o arXiv (pronuncia-se “árcaive”), que no início da década de 90 se tornou fundamental para a comunicação científica em áreas como física, estatística e ciência da computação. Outras disciplinas começaram a discutir preprints na década passada, e em 2019 foi lançado o repositório de preprints dedicado à pesquisa médica, o medRxiv (“medárcaive”). Assim como o arXiv, o medRxiv não faz uma avaliação por pares típica de revistas científicas, apenas uma leitura superficial para evitar absurdos, e uma avaliação de conformidade aos critérios de submissão da plataforma. A diferença é que o medRxiv também avalia alguns critérios típicos de pesquisa médica, como a aprovação ética para pesquisas com seres humanos. Em paralelo também foi lançado o SciELO Preprints, que atende a todas as áreas de conhecimento, e adota critérios adequados a cada área.

Fora do Congresso, os preprints são uma forma de os autores documentarem que foram os primeiros a fazerem uma pesquisa (protegendo-os de plágio), e receberem comentários de outros pesquisadores antes ou em paralelo ao envio para uma revista científica. Para os outros pesquisadores, os preprints são uma forma de se atualizarem para planejar suas próprias pesquisas.

Para o Congresso, os preprints são uma forma de os autores apresentarem seu trabalho inteiro, e não apenas o resumo. Também é uma oportunidade para os autores refletirem sobre seu trabalho: quando a gente coloca por escrito, descobre as áreas em que nosso pensamento ainda está confuso. Alguns eventos até têm anais com texto inteiro, mas isso pode prejudicar a posterior publicação do artigo em uma revista científica, especialmente se houver alguma avaliação por pares antes do aceite. Ao longo dos últimos poucos anos, praticamente todas as revistas científicas passaram a aceitar a submissão de trabalhos que já estão disponíveis como preprints.

Antes de submeter o trabalho ao Congresso, os autores devem depositá-lo em um desses dois repositórios de preprint: medRxiv ou SciELO Preprints. Caso o trabalho esteja em avaliação por uma revista científica, e a revista tenha enviado o trabalho para um repositório de preprints diferente, isso também será aceito. No caso de projetos de pesquisa ou de intervenção existem duas possibilidades, que são o preprint e o registro de projeto.

SciELO Preprints é certamente a melhor opção para quem for escrever em português.

Como se registra um projeto?

Os repositórios de preprints aceitam manuscritos descrevendo projetos de pesquisa, e esse é um bom jeito de apresentar o projeto aos participantes do congresso. Infelizmente, depois fica difícil publicar como artigo de revista, porque esse tipo de artigo só costuma ser aceito em revistas que cobram volumosas taxas de publicação. Por isso, o Congresso Capixaba de Medicina de Família e Comunidade também está aceitando projetos de pesquisa que tenham sido depositados em registros específicos.

Os ensaios clínicos foram provavelmente o primeiro tipo de pesquisa a ganharem um registro dedicado. Graças ao Registro Brasileiro de Pesquisas Clínicas (ReBEC) e outros portais da International Clinical Trials Registry Platform, pesquisadores podem provar quais eram os objetivos da pesquisa antes de os dados terem sido coletados. Na verdade, agências reguladoras e revistas científicas exigem que todo ensaio clínico tenha sido incluído num registro desses, antes mesmo de recrutar o primeiro paciente. Como resultado, os ensaios clínicos se tornaram bem mais confiáveis ao longo das últimas décadas.

Pesquisas clínicas observacionais também podem ser registradas no ReBEC. O PROSPERO é a mesma coisa, mas para revisões sistemáticas. Os autores devem conferir o PROSPERO antes de começar a revisão (para evitar duplicação de esforços), e devem registrar seu projeto antes de terminar a triagem dos artigos. Por fim, há o OSF Registries, cujo formulário “OSF Preregistration” pode ser usado para registrar qualquer tipo de pesquisa (apesar de ser mais intuitivo para pesquisas quantitativas hipotético-dedutivas).

Pensamos inicialmente em aceitar projetos de melhoria de qualidade (projetos de intervenção) registrados dessa forma, mas nenhum dos registros conhecidos se prestava a esse fim, então tivemos que fechar no preprint, mesmo.

O que é um roteiro de redação?

Quando a gente vai relatar nossa pesquisa, revisão sistemática, melhoria de qualidade ou caso clínico, a gente precisa colocar todas as informações necessárias para que outras pessoas entendam o que aconteceu. Da mesma forma, quando a gente escreve um projeto de pesquisa, ou de intervenção, a gente precisa explicar direito o que pretende fazer. Os roteiros de redação (em inglês, reporting guidelines) são uma forma de conferirmos se já colocamos “no papel” tudo o que precisávamos.

A Rede EQUATOR reúne os roteiros de redação e até mesmo extensões criadas para casos específicos. CONSORT e suas extensões são usados para ensaios randomizados; o STROBE e suas extensões são usados para estudos observacionais quantitativos; SRQR ou COREQ são usados para estudos qualitativos; PRISMA e suas extensões são usados para revisões sistemáticas (e de escopo); SQUIRE é usado para melhoria de qualidade (relato de experiência) e sua extensão para melhoria da qualidade na educação; e o CARE é usado para relatar casos clínicos.

Todos os roteiros de redação têm “checklists” para ver quão completo está o artigo, e vários roteiros têm um artigo com dicas de como explicar cada aspecto da pesquisa. Vários têm um site próprio, e no caso do SQUIRE o “artigo” de explicação é no próprio site (leitura recomendada!). Vários roteiros de redação têm extensões apropriadas para protocolos/projetos de pesquisa. No caso de projetos de intervenção, vale a pena conferir o SQUIRE, principalmente no que diz respeito à introdução e aos métodos.

Considerações finais

As edições anteriores do Congresso traziam normas sobre autoria, conflito de interesse, ética em pesquisa (e casos clínicos) e pré-registro de ensaios clínicos, iguais às da ICMJE. Nesta edição do Congresso, essas normas continuam valendo, mas são manejadas pelo repositório de preprint (ou registro de projeto de pesquisa). A questão da publicação duplicada foi alçada à lista de condições para submissão do projeto. Caso o preprint ou projeto de pesquisa tenha um erro grave o suficiente para justificar sua retratação, os autores devem informar ao editor dos Anais para os devidos ajustes.

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