Avaliação da prevalência de doenças crônicas e sua relação com hábitos de vida nos profissionais de saúde

Autores

Palavras-chave:

Doença Crônica, Doenças Metabólicas, Pessoal de Saúde, Estilo de Vida, Serviços de Saúde

Resumo

Introdução: As Doenças Crônicas representam a maior causa de morbimortalidade no Brasil, com maior prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus. Objetivou-se avaliar a qualidade de vida e prevalência de Doenças Crônicas nos profissionais de saúde da Unidade de Saúde da Família do IBES, no município de Vila Velha, ES.

Métodos: Estudo transversal descritivo com os profissionais de saúde da USF IBES, de agosto de 2019 a fevereiro de 2020, utilizando-se do sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL), incluindo informações sociodemográficas, de hábitos de vida e diagnóstico de condições crônicas.

Resultados: Do total de 92 profissionais de saúde, 88 participaram da pesquisa, sendo a média de idade de 44,3 anos, maioria do sexo feminino, da raça branca. O percentual de fumantes é de 5,7% e 5,68% dos participantes declarou ser fumante passivo em domicílio. 61% dos entrevistados encontram-se com excesso de peso, 31,7% enquadrando-se no grau de obesidade. 55,68% consomem frutas e hortaliças regularmente. 19,31% consomem abusivamente bebidas alcoólicas e 4,6% avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim. 34,09% da amostra refere diagnóstico para Hipertensão Arterial e 7,14% para Diabetes Mellitus.

Conclusão: Nota-se que o maior acesso à informação não foi fator desencadeador de escolhas saudáveis. Evidencia-se a importância de um estilo de vida saudável para a prevenção e controle de doenças crônicas referentes ao metabolismo do indivíduo, em especial profissionais da área da saúde, expostos a um alto nível de estresse em sua prática profissional.

Publicado

2020-12-15