A Implantação da Educação em Saúde em ESF de Zona Rural

  • Suelen Florindo Gonçalves Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Educação em Saúde, Promoção da Saúde, Aleitamento Materno

Resumo

Introdução: A saúde pública padece de muitas melhorias e efetivação de muitos aspectos que, mesmo reconhecidos como bases, pertencentes às diretrizes do SUS, garantias das Políticas Nacionais de Saúde, ainda estão longe da realidade das ESF em comunidades, como em São José de Fruteiras, Zona Rural do Município de Vargem Alta/ES. A educação em saúde, como exemplo, vem sendo negada por muitos gestores da saúde local, que buscam apenas números de atendimentos ambulatoriais, de modo que este estudo projeta implantar atividades coletivas em prol da educação em saúde com o intuito de aumentar o número de crianças de 0 a 6 meses de idade em Aleitamento Materno Exclusivo na referida comunidade.

Métodos: A partir da percepção da ausência de atividade de Educação em Saúde e da necessidade em aumentar o número de crianças de 0 a 6 meses em aleitamento exclusivo, tendo em vista que a porcentagem destas, em relação ao total de crianças da mesma idade, entre maio e dezembro de 2016, girou em torno de 50% a 70,5%. Assim, houve a precisão de empreender atividades de Educação em Saúde, para discutir com gestantes e puérperas, a importância da prática do aleitamento materno exclusivo para tais crianças, pois, mesmo tendo sido realizado esforço intenso durante as consultas, não se verificou melhoria ou progressão nestes números. Portanto, o objetivo é realizar atividades de Educação em Saúde trimestralmente, em datas pré-definidas, com gestantes e puérperas, bem como, com os profissionais de saúde envolvidos nesta ESF abordando o tema “A importância do aleitamento exclusivo para crianças de 0 a 6 meses” e, ao final de 18 meses, avaliar se houve aumento no número de crianças desta faixa etária em aleitamento exclusivo em relação ao total de crianças dessa idade.

Resultados: A comunidade de São José de Fruteiras não possui a “cultura” de Educação em Saúde, sendo assim, o presente estudo buscou demonstrar a necessidade da implantação desta “cultura”, através das atividades descritas acima, almejando melhorias no número de crianças de 0 a 6 meses de idade em Aleitamento Materno Exclusivo.

Conclusão: O projeto de intervenção apresenta a referida Educação em Saúde como uma via de transformação e emancipação do sujeito, para que melhore e promova a saúde para si e para aqueles que fazem parte de seu âmbito de relações sociais.

Publicado
2017-10-02