Infecção marinha

  • Taynah Alves Rocha Santa Casa de Misericórdia de Vitória
  • Marcello Dala Bernardina Dalla
Palavras-chave: Infecção, Infecções Bacterianas e Micoses, Ambiente Marinho

Resumo

Introdução: O Brasil possui o décimo sexto maior litoral nacional do mundo e dentre as principais atividades econômicas estão a pesca e o turismo que levam a exposição da população à água do mar e ao contato com a fauna e flora marinha. Tendo em vista que o ambiente marinho possui bactérias raramente encontradas em outros contextos, a dificuldade de reconhecer e tratar tais patógenos incomuns de maneira oportuna pode resultar em morbidade ou morte significativa. Essa revisão sistemática objetiva mostrar a importância da identificação da infecção marinha, suas manifestações clínicas, tratamento, complicações e prevenções.

Métodos: Foi realizada pesquisa em bases de dados eletrônicos (Dynamed, SciELO, Google Acadêmico e PubMed).

Resultados: Foram encontrados trinta e seis artigos e onze foram selecionados, referentes aos anos de 2004 a 2016. Observou-se escassez de estudos que avaliam a efetividade de esquemas de antibioticoterapia e sua duração necessária.

Conclusão: É preciso incluir a infecção marinha no diagnóstico diferencial de casos de ferimentos crônicos de difícil diagnóstico, principalmente se houver histórico de exposição marinha. Novos estudos se fazem necessários para avaliação da terapêutica adequada. Outrossim é fundamental conscientizar a população quanto ao risco de infecção marinha e seus métodos de prevenção.

Biografia do Autor

Taynah Alves Rocha, Santa Casa de Misericórdia de Vitória

Formou-se no Ensino Médio em 2008 pelo Centro Educacional Leonardo da Vinci, em Vitória-ES e em 2016 no Curso de Medicina da Faculdade Brasileira - MULTIVIX, em Vitória-ES. Participou do grupo de estudos da Liga Acadêmica de Cardiologia do Espírito Santo no ano de 2012. Participou do projeto de Extensão Cidadania e Solidariedade a Grupos Especiais no Hospital Colônia Pedro Fontes realizado em parceria com o Programa Estadual de Controle de Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo durante os anos de 2012 e 2013. Exerceu a função de monitora no Programa de Acompanhamento Discente I durante o ano 2013 e 2016. Participou do Projeto de Extensão Saúde na Comunidade Acadêmica em 2013. Foi aprovada no curso de Extensão SUPERA - 5ª Edição no ano de 2014 da Universidade Federal de São Paulo. Em 2014 fundou a Liga Acadêmica de Dermatologia e Cosmiatria do Espírito Santo - LADERMA. Participou do curso "CMIRA - Competência Médica com um novo olhar para a mobilidade estudantil - Internacionalização da escola, Residência médica e Avaliação" realizado pelo Instituto Sírio Libanês de Ensino e Pesquisa em 2014. Realizou Estágio em Clínica Médica no Hospital Sírio Libanês no ano de 2015. Foi membro efetivo da Liga de Neurociências do Espírito Santo de 2011 a 2014 e presidente da Liga Acadêmica de Dermatologia e Cosmiatria do Espírito Santo - LADERMA nos anos de 2014 a 2016. Atuou como estagiária do Telessaúde Espírito Santo na unidade do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam) em 2016. Atualmente é Residente no Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vit´ória.

Publicado
2017-10-02