Prevalência de Perda Auditiva atribuída a suas causas e Perfil Clínico Epidemiológico dos pacientes atendidos na Policlínica Da Universidade Vila Velha

  • Ana Rosa Murad Szpilman Universidade Vila Velha
  • Hudson José Cacau Barbosa
  • Rafaela Arêas Aguiar
  • Hugo Moura Campos Bernardes
Palavras-chave: Perfil Epidemiológico, Otorrinolaringologia, Perda Auditiva, Serviços de Saúde

Resumo

Introdução: Perda Auditiva é um distúrbio relativamente comum na sociedade. Significativa parte da população irá, no decorrer de sua vida, apresentar algum grau de distúrbio auditivo. Esses distúrbios são influenciados pelo ambiente em que os indivíduos se encontram inseridos, pela ocupação, medicamentos ou até mesmo, resultam do próprio processo natural de envelhecimento. A perda auditiva muita das vezes é diagnosticada tardiamente e o tratamento não é realizado da maneira correta. Objetivou-se traçar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes atendidos no ambulatório de Otorrinolaringologia da Policlínica da Universidade Vila Velha (UVV) e obter a prevalência de perda auditiva, relacionando-a com as principais etiologias.

Métodos: Foi realizado estudo observacional do tipo transversal, retrospectivo por meio de consulta aos prontuários de 1275 pacientes, no período de abril de 2014 a abril de 2016. Os dados foram analisados a partir do cálculo de frequência absoluta e relativa, e aplicação do teste de qui-quadrado.

Resultados: Após a análise dos dados coletados, observou-se que dentre os 1275 pacientes, 49,3% eram do sexo feminino e 50,7% do sexo masculino, sendo que a faixa etária mais prevalente foram os idosos (38%) tendo Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus como principal comorbidade. A maioria dos pacientes eram usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As principais queixas relatadas foram hipoacusia (40%) e zumbido (37%). O diagnóstico mais prevalente dentre todas as faixas etárias foi a Perda Auditiva Condutiva e Neurosenssorial (PACNS) seguida de Perda Auditiva Condutiva (PAC). O fator de risco mais prevalente foi exposição a ruídos (26%).

Conclusão: A perda auditiva associada a zumbido na população idosa ainda é a principal queixa do serviço de otorrinolaringologia. A implementação de aparelhos auditivos nesses pacientes e maneiras de impedir a exposição a ruídos, diagnóstico precoce e tratamento adequado, consistem em maneiras eficazes de proporcionar melhoria da qualidade de vida desses pacientes.

Publicado
2017-10-02