Redução da transmissão vertical da sífilis congênita

relato de experiência

  • Daniele Dias Louzada Castelo
Palavras-chave: Sífilis Congênita, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, Cuidado Pré-Natal, Vigilância Epidemiológica

Resumo

Introdução: A sífilis congênita é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Treponema pallidum, que passa da mãe para o feto, devido à gravidade na gestação e para criança é o modo de transmissão de maior impacto para a saúde pública no país. Apesar dos esforços voltados para a prevenção e controle, o número casos da doença continua a crescer refletindo tanto uma melhora no sistema de notificação, quanto na manutenção da transmissão vertical da doença. Em 2013, a incidência era de 4,7 casos por 1.000 nascidos vivos e 332 casos no ES,Castelo em 2015 registrou 09 casos da doença. Objetivo: redução do número de casos de sífilis congênita no município.

Métodos: Trata-se de relato de experiência da prática profissional realizado em 2016, através da padronização da assistência pré natal, primeira consulta realizada pelo enfermeiro, abertura do cartão gestante e cadastro no sistema, realização de testes rápidos de todas as gestantes na captação e trimestral, classificação risco, realização de pelo menos 2 VDRL, controle e busca ativa de faltosas, visita domiciliar, supervisão do tratamento, busca de parcerias sexual, notificação compulsória, criação do Comitê Municipal de Investigação de Sífilis Congênita, campanhas na mídia local, campanhas extramuros de testagem e aconselhamento.

Resultados: No ano de 2016 foram cadastradas 244 gestantes, notificação de 8 casos de sífilis em gestante e todas foram adequadamente tradadas, redução para 3 casos notificados de sífilis congênita sendo que 2 casos estão em análise para serem descartados.

Conclusão: A sífilis congênita é uma doença que não pode ser ignorada. Apesar dos inúmeros esforços em controlar as altas taxas, permanece como um problema de saúde pública, pois sua cadeia de transmissão não foi quebrada, por envolver a mãe, pai, recém-nascido, e depender da mobilização de muitas pessoas. A sífilis congênita é um problema de saúde pública e ações eficazes de erradicação e redução da transmissão vertical são necessárias.

Biografia do Autor

Daniele Dias Louzada, Castelo

Enfermeira da Família e Comunidade. Especialista em Atenção Primária a Saúde.Pós Graduanda em Epdemiologia. Atuando como Referência Técnica Municipal em Saúde da Mulher em Castelo-ES.

Publicado
2017-10-02