Atuação dos agentes comunitários de saúde frente à vulnerabilidade ao HIV

dificuldades e potencialidades em questão

  • Antonio Carlos Pacheco Filho Unesp
  • Clea Adas Saliba Garbin
  • Amanda da Silva Santos
  • Karina Tonini dos Santos Pacheco
  • Tania Adas Saliba Rovida
  • Artênio José Ísper Garbin
Palavras-chave: Infecções pelo HIV, Agentes Comunitários de Saúde, Vulnerabilidade em Saúde

Resumo

Introdução: A Atenção Primária à Saúde apresenta papel fundamental na redução da vulnerabilidade ao HIV/Aids, com atuação em âmbito individual e coletivo, incutindo à Estratégia de Saúde da Família (ESF) responsabilidade nas ações voltadas ao HIV. O objetivo deste estudo foi investigar a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em relação aos indivíduos vulneráveis à infecção pelo vírus HIV e portadores da doença, em áreas de risco social, destacando as potencialidades e dificuldades que permeiam suas práticas.

Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva. Foram realizadas cinco reuniões de grupo focal com 29 agentes comunitários das três Unidades Básicas de Saúde das áreas de maior risco social de um município de médio porte do Estado de São Paulo, Brasil. Os dados qualitativos foram analisados por meio da Análise de Conteúdo Temática.

Resultados: A análise do material permitiu a identificação de duas categorias: “A visão de vulnerabilidade ao HIV/Aids” e “Experiências de atuação dos ACS com pacientes HIV positivo ou de risco para infecção”. A visão de vulnerabilidade à infecção pelo vírus HIV apresentada pelos ACS esteve relacionada a questões comportamentais dos moradores de suas áreas de atuação. O preconceito apresentou-se como a principal causa das dificuldades de atuação dos agentes, porém a criação do vínculo com o usuário do sistema de saúde, aliado à conquista da confiança, foram as principais potencialidades nas ações dos mesmos.

Conclusão: Torna-se essencial o rompimento da barreira gerada pelo medo e preconceito para uma efetiva atuação do ACS nos territórios, reduzindo os efeitos da vulnerabilidade existente.

Publicado
2017-10-01