Educação em saúde bucal no âmbito escolar

opiniões e vivências de adolescentes

  • Antonio Carlos Pacheco Filho Unesp
  • Karina Tonini dos Santos Pacheco
  • Lorrany de Barros Silva
  • Clea Adas Saliba Gabin
  • Raquel Baroni Carvalho
  • Thiago Dias Sarti
Palavras-chave: Saúde Bucal, Adolescente, Educação em Saúde, Saúde Escolar

Resumo

Introdução: A educação em saúde bucal é considerada de baixo custo e com possibilidades de alto impacto no âmbito público e coletivo. Determinar as opiniões e o que motiva o adolescente são os primeiros passos para o sucesso do processo ensino-aprendizagem. O objetivo deste estudo foi verificar as opiniões de adolescentes sobre atividades educativas em saúde bucal realizadas nas escolas e as experiências vivenciadas, visando à reflexão sobre a importância do fortalecimento das ações educativas direcionadas a esse grupo.

Métodos: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo de base populacional, realizado por amostragem com adolescentes de 15 a 19 anos residentes nos 18 bairros atendidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF) da Região de Saúde de Maruípe, Vitória, Espírito Santo, Brasil. Foram realizadas entrevistas utilizando um roteiro estruturado elaborado para a pesquisa. Os dados foram analisados por meio de frequências numéricas e percentuais.

Resultados: A amostra final contou com 431 adolescentes, dos quais 92,6% relataram ter tido alguma informação de como prevenir a cárie e 93,7% disseram ter aprendido sobre saúde bucal na escola. Um total de 83,8% achou que o que aprenderam na escola influenciou seus hábitos. A melhor maneira de falar sobre saúde bucal, na opinião dos entrevistados foi a palestra (58,5%), seguido de bate-papo (40,6%).

Conclusão: Os adolescentes possuem opiniões positivas em relação às atividades de educação em saúde bucal realizadas em escolas, sendo os seus hábitos atuais de saúde influenciados por essas atividades.

Publicado
2017-10-01