Acurácia e confiabilidade da codificação CIAP-2 por estudantes de medicina

  • Leonardo Ferreira Fontenelle Universidade Vila Velha
  • Álvaro Damiani Zamprogno Universidade Vila Velha
  • André Filipe Lucchi Rodrigues Universidade Vila Velha
  • Lorena Camillato Sirtoli Universidade Vila Velha
  • Natalia Josiele Cerqueira Checon Universidade Vila Velha
  • Marcelo Santana Vetis Universidade Vila Velha
  • Diego José Brandão Universidade Vila Velha
Palavras-chave: Codificação Clínica, Atenção Primária à Saúde, Educação de Graduação em Medicina, Reprodutibilidade dos Testes

Resumo

Introdução: A Classificação Internacional de Atenção Primária, 2ª edição (CIAP-2) é uma adaptação da Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID-10) para a atenção primária à saúde. O objetivo deste trabalho foi estimar a acurácia e a confiabilidade da codificação pela CIAP-2 por estudantes de medicina. Métodos: Durante o segundo semestre letivo de 2016, anotaram-se de forma anonimizada os motivos de consulta e diagnósticos dos atendimentos realizados por estudantes do quinto ao oitavo período de medicina da Universidade Vila Velha (UVV) em uma unidade básica de saúde. Posteriormente, esses motivos e diagnósticos foram codificados por um dos três professores e dois dos quatro estudantes da equipe de pesquisa. Nos casos com alguma discordância, a codificação definitiva foi decidida por consenso entre os sete autores. A acurácia foi avaliada pela proporção de codificações dos alunos iguais às definitivas, e a confiabilidade, através da proporção de codificações iguais entre os alunos. Resultados: Depois da exclusão de codificações anteriores à última sessão de padronização, foram incluídos 262 motivos de consulta e 226 diagnósticos de 149 atendimentos. A acurácia foi de 83,2% para os motivos de consulta e 89,4% para os diagnósticos, e a confiabilidade foi de 78,6% para os motivos de consulta e 82,7% para os diagnósticos. Conclusão: Os resultados sugerem que alunos de graduação em medicina possam utilizar adequadamente a CIAP-2 para a codificação de motivos de consulta e diagnósticos, caso recebam treinamento para este fim.

Biografia do Autor

Leonardo Ferreira Fontenelle, Universidade Vila Velha

Médico de família e comunidade (HCFMRP/USP) e mestre em epidemiologia (FMRP/USP), cursando doutorado em epidemiologa (FM/UFPel).

Publicado
2017-10-01