Problemas em saúde na Atenção Primária e ensino médico

  • Álvaro Damiani Zamprogno Universidade Vila Velha
  • André Filipe Lucchi Rodrigues Universidade Vila Velha
  • Lorena Camillato Sirtoli Universidade Vila Velha
  • Natália Josiele Cerqueira Checon Universidade Vila Velha
  • Diego José Brandão Universidade Vila Velha
  • Marcelo Santana Vetis Universidade Vila Velha
  • Leonardo Ferreira Fontenelle Universidade Vila Velha http://orcid.org/0000-0003-4064-433X
Palavras-chave: Classificação Internacional de Atenção Primária, Educação de Graduação em Medicina, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Introdução: A reformulação do ensino médico no Brasil tem como um dos pilares a inserção dos acadêmicos na Atenção Primária à Saúde (APS). Uma das especificidades da APS é a identificação dos problemas de saúde que motivaram o atendimento, que englobam tanto condições clínicas diagnosticáveis como sinais e sintomas. O presente estudo busca conhecer os problemas em saúde mais frequentes identificados pelos professores da disciplina Programa Integração Ensino Serviço e Comunidade (PISEC) durante os atendimentos realizados por estudantes de medicina do 5º ao 8º período, na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Ulisses Guimarães em Vila Velha, Espírito Santo.
Métodos: Estudo de caráter quantitativo, exploratório e transversal. Os dados foram coletados durante o período 2016/2, a partir dos atendimentos realizados sob supervisão dos professores do PISEC. Os problemas foram codificados segundo a Classificação Internacional de Atenção Primária 2 (CIAP-2), tabulados no Excel e foi feita a análise estatística no programa R.
Resultados: Os 20 problemas mais frequentes identificados somam 50% do total de problemas observados em atendimentos realizados no período, sendo que gravidez (W78), IVAS (R74) e sem doença (A97) foram os mais prevalentes. Os capítulos do CIAP-2 mais frequentes foram A (Geral), R (Respiratório) e W (Gravidez/Parto). Os problemas por componente do CIAP-2 mais frequentes foram Diagnósticos e Doenças (63,7%), seguido de sinais e sintomas (27%).
Conclusão: Uma proporção significativa dos problemas observados nos atendimentos realizados por estudantes de medicina na Atenção Primária são de sinais e sintomas. Entretanto, observamos ainda uma formação médica que prioriza diagnósticos nosológicos em detrimento aos sindrômicos e a abordagem de problemas ainda indiferenciados.

Publicado
2017-10-01