Motivos de consulta mais frequentes identificados por acadêmicos de Medicina na Unidade Básica de Saúde de Ulisses Guimarães

  • André Filipe Lucchi Rodrigues Universidade Vila Velha
  • Álvaro Damiani Zamprogno Universidade Vila Velha
  • Lorena Camillato Sirtoli Universidade Vila Velha
  • Natália Josiele Cerqueira Checon Universidade Vila Velha
  • Diego José Brandão Universidade Vila Velha
  • Marcelo Santana Vetis Universidade Vila Velha
  • Leonardo Ferreira Fontenelle Universidade Vila Velha http://orcid.org/0000-0003-4064-433X
Palavras-chave: Classificação Internacional de Atenção Primária, Educação de Graduação em Medicina, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Introdução: As novas diretrizes curriculares nacionais de Medicina, prevêm a inserção do aluno na rede de serviços de saúde desde as séries iniciais com o objetivo de dar centralidade para o ensino da atenção primária. Por sua vez o motivo de consulta é uma expressão utilizada na Atenção Primária que se refere a perspectiva da pessoa sobre o que está acontecendo com ela. Assim, o objetivo desse trabalho foi conhecer os motivos de consulta mais frequentes identificados por acadêmicos do 5 ao 8 período de medicina sob supervisão de professores durante a disciplina Programa Interação Ensino Serviço Comunidade(PISEC) em uma Unidade Básica de Saúde de Ulisses Guimaraes em Vila Velha, Espírito Santo.
Métodos: Estudo quantitativo, exploratório e transversal. Os dados foram coletados a partir dos registros dos atendimentos realizados pelos acadêmicos sob supervisão de professores do PISEC. Posteriormente, os motivos de consulta foram codificados segundo a CIAP-2, tabulados no Excel e avaliados estatisticamente pelo programa R.
Resultados: Os 26 principais motivos de consultas fazem parte de  50,2%  do total, com gravidez(8,9%), tosse(5%) e febre(4%) sendo respectivamente os mais comuns. Os capítulos mais registrados foram: Geral e inespecífico(19,1%), Respiratório(13,4%) e Gravidez, parto e planejamento familiar(12,9%). Por componentes, destacam-se: Queixas e sintomas(48,8%), Acompanhamento  e outros motivos de consulta(9,5%) e diagnóstico e doenças(20,5%).
Conclusão: É de suma importância o conhecimento e familiarização desde o inicio com os motivos de consultas mais prevalentes nesse cenário da prática médica, podendo  assim, auxiliar na estruturação do ensino médico voltado par o atual cenário brasileiro.

Publicado
2017-10-01